Em
meus quase 50 anos de vida, já assisti muitas corridas espetaculares,
pegas inesquecíveis e momentos históricos do motociclismo
nacional e internacional. Pensei que já tinha visto o que
há de melhor em várias modalidades. Faltava o ISDE,
o mais tradicional evento do fora-de-estrada mundial, a Copa do
Mundo do enduro, que comecou a ser disputada em 19...13, muito antes
deste que vos escreve vir ao mundo!
Quando soube da edicão brasileira, fiquei entusiasmado para
ver de perto aquela competicão onde os mecânicos e
preparadores não podem colocar a mão na moto, a manutencão
é feita exclusivamente pelo piloto, em seis dias de pura
pauleira sobre duas rodas. Um teste de resistência sem precedentes
para motos e competidores, nem no Dakar é assim.
Estar
em Fortaleza para acompanhar a festa era obrigatório, e com
esse objetivo recorri a todos os meus amigos. Depois de muito vai-não-vai,
enfim minha passagem foi emitida, junto com meus camaradas de SporTV
André Pinto, Marcos Peres e Júlio “Heinen Furen”
Bittencourt. Minha missão oficial era enviar comentários
diários do enduro, coisa que parecia fácil em tese,
mas que se revelou perigosa na prática, pois o tal comentário
tinha que ser gravado até as 14 horas, enquanto os trabalhos
se encerravam às 5 da tarde. Sentiram o potencial de erro,
né? Bom, sobrevivi, só tive que regravar um dia, terca
feira, quando ocorreu a morte do piloto inglês Matt Bowden.
Naquela tarde eu tinha feito um comentário super pra cima
e, claro, mudei o tom, gravando em cima da hora na redacão
da TV Diário, afiliada da Globo que acolheu nossas incursões
televisivas cearenses.
Mesmo
com essa nota triste, o ISDE em Fortaleza foi, sem sombra de dúvida,
a melhor competicão de motocicletas que eu já assisti
na minha vida. E aí vai um resumo dos acontecimentos registrado
na mente anciã desse escriba carioca.
1
– CHEGANDO NO PARAÍSO SEM SABER DISSO...
Depois
de acertar minha substituicão nos comentários do GP
de Valência de Motovelocidade, e tranquilo com a atuacão
smpre segura de meu irmão de armas e sócio no MundoMoto,
Luís Ávila, parti para o Ceará de avião,
em alto estilo. Claro que a organizacão ignorou nossa chegada
e quem salvou a situacão foi meu grande camarada Gabriel
Júnior, do Maçarico Racing, que nos transportou a
todos, com direito a tralhas e equipamentos, em seu Chrysler Stratus
conversível, vulgo “Jangadão”.
Devidamente instalados no Ibis Hotel (, fomos dar um giro pelos
boxes, aproveitando para visitar a equipe brasileira, que se concentrou
numa mansão à beira mar, logo apelidada de “casa
dos artistas do enduro”. No dia seguinte, curtimos os treinos
oficiais e travamos contato com as estrelas do evento, os finlandeses,
franceses e italianos, craquíssimos na areia e com ótimo
preparo físico. A grande pergunta do enduro era sobre as
possibilidades do “estreante” Stefan Everts, heptacampeão
mundial de motocross que disputaria seu primeiro ISDE, a convite
do amigo e patrocinador dele, o empresário italiano Franco
Acerbis, mecenas do enduro mundial.
O que
se dizia na cidade é que Everts tinha problemas para trocar
os pneus, que não sabia fazer manutenção e
que enfrentaria grandes dificuldades em completar a prova. Bom,
eu que sou fã de carteirinha do belga, acreditava que ele
se adaptaria rapidamente e iria brigar pela vitória individual
na competição. Aliás, chega de papo e vamos
ao evento.
E que evento, seis dias inteirinhos de corrida, na base de deslocamentos
com controle horário (tolerância de 1 minuto) e 5 especiais
diárias, que consistem em uma volta individual à pleno,
contra o relógio, estilo motocross. Estão presentes
equipes de 35 países, e mesmo antes do início dos
trabalhos, já temos mudanças. O brasileiro Sérgio
Klaumann (KTM 450cc) leva um rola e se machuca, sendo substituído
no time júnior pelo Tiago Farias. Entre os espanhóis,
Xacob Agra, um dos bambas (gíria nova...) tem uma diarréia
(é mole!) e quem entra para a equipe Troféu é
Oriol Tort.
1º
dia – Começa a “guerra “
São
228km e 376 pilotos na batalha inaugural do ISDE 2003. A 1a especial,
oficialmente denominada Acerbis, foi logo apelidada de “Visão
do Inferno”, um complexo de dunas à beira mar com várias
armadilhas aguardando para testar os reflexos da turma. Na sequência,
a especial de Pindoretama, sequência interminável de
curvas em piso arenoso que começava com um curvaço
pra esquerda que tinha uma árvore como parte da compensação.
Era incrível, alguém me falou para colocar a mão
na árvore, que tremia com as pancadas da roda traseira das
motos. A coitada levou umas 400 porradas e nem pestanejou.
Depois
de uma passada na privilegiada especial da Prainha, voltamos ao
“Inferno” a tempo de ver o Balbi Júnior levar
mais um chão (só o Everts e o Merriman emendaram aquele
duplo, crazy...) e conferir o estilo fluido do Everts, 2o mais rápido
do dia apesar de também comprar seu terreninho em solo cearense.
Entre os “brazucas”, o desfalque foi duplo, Nielsen
Bueno e Sthênio “Curió” tiveram problemas
com a bobina das motos KTM e estão fora, já dançamos
na categoria troféu, a principal do ISDE, mas seguimos na
briga na Troféu Júnior, para pilotos até 23
anos. Entre os privados, poucos brasileiros, diga-se de passagem,
destaque para Erasmo Klering, o gaúcho mandou ver com sua
Husqvarna. Fechando esse 1o dia, a favorita Finlândia pulou
na frente, seguida de Itália e Bélgica. Na categoria
Júnior, Finlândia, Itália e França comandam
a festa.
Na individual (Scratch) o australiano Stefan Merriman, campeão
do mundo das 250cc 2 tempos, larga na frente, seguido do outro Stefan,
o Everts da Bélgica e do cross colado, a 3,5 segundos, com
o campeão das 400 de 4 tempos Juha Salminen em 3o. Depois
de tantas emoções, é tempo de voltar ao hotel
para descansar. Falando em hotel, o time americano está no
melhor da cidade, o Beach Park. Os ianques trouxeram seu próprio
combustível e motos reserva, colocadas no teto dos containers
deles, coisa de bacana mesmo. E já que o assunto é
grã-finagem (outra gíria nova...) é hilário
ver o Nicola Malzoni azarando as gatinhas na piscina enquanto o
Rodney Smith treina troca de pneus e limpeza de filtro. Acho que
vai ser difícil convencer o Nicola a pegar no pesado novamente...
E o melhor de tudo isso é que ainda temos mais 5 dias de
pauleira, rapaziada!
2º
dia – A morte ataca o Enduro...
Alvorada
às 5:30 da madruga sem horário de verão, é
mole? Um babel de línguas no restaurante e logo estamos de
volta ao paddock. O dia começou radiante pra mim. Tomei café
com Rodney Smith e Mike Kiedrowski, craques do cross norte-americano
que agora correm de enduro. Falei com o “MX Kied” que
o tinha entrevistado em Daytona no ano de 1997 e fiz um convite
para ele conhecer o Brasil. E não é que o cara acabou
vindo? Bom, esse dia foi o tal da morte do Bowden, que teve um ataque
cardíaco fulminante num trecho de serra bastante técnico,
entre o Enduro Teste 2 e o Controle de Tempo 2.
Bom,
o que se pode dizer dessa fatalidade é que ao menos o Matt
morreu fazendo o que mais gostava, acelerar uma 250cc 4 tempos sobre
qualquer tipo de piso que não fosse asfalto. Cabe um capítulo
para falar da turma que corre na categoria Club, onde qualquer um
pode competir, bastando arrumar 2 amigos e se inscrever como clube.
Tem muita gente nessa condição, mais numa de andar
de moto por lugares nunca dantes visitados, sem compromisso com
resultados.
No nosso hotel tinha um grupo de holandeses que invariavelmente
enchiam a cara e caíam na noite, isso num calor inédito
para as carcaças européias deles. Acho que, mesmo
com a ida triste do piloto inglês, Deus continua protegendo,
e muito, os bêbados, crianças e motociclistas. Bom,
nesse 2o dia a Finlândia manteve a liderança na Troféu,
com a Itália babando em 2o e a Bélgica seguindo na
3a posição, mesmo com a desistência de Raphael
Leclercq. Na Júnior, França, Itália e Finlândia
são os top 3 e na individual, o duelo dos Stefans segue à
pleno, com Merriman a microscópico meio segundo na frente
do Everts, devidamente escoltado pelo Salminen.
Esse dia foi um compreensível stress para pilotos, organização
e imprensa, eram muito poucas as informações sobre
o falecimento do Bowden, o que afetou a atitude sempre amistosa
da caravana do ISDE. Cabe mencionar que na reunião noturna,
depois de um emocionado minuto de silêncio, Ted Bartley, presidente
da Confederação Inglesa (ACU), agradeceu os esforços
médicos brasileiros e fez uma saudação a todos
que ajudaram no socorro ao piloto falecido, dizendo que tudo foi
uma infeliz fatalidade.
3º
dia – O show tem que continuar.
E
continuou mesmo, todos deixaram a tristeza de lado e partiram para
264km de aventuras fora-da-estrada, no mesmo percurso da véspera,
no melhor estilo serra e mar. 323 competidores continuam na briga,
mesmo com todos os problemas. O principal deles é o clima,
40 graus, ambiente desfavorável ao extremo para máquinas,
homens e até algumas mulheres, como as 3 americanas e a equatoriana
Gabriela Acosta. No final dos trabalhos, são 310 as motos
que conseguiram chegar a tempo no parque fechado. Lá estão
descansando na tarde de quarta feira 46 motos 125cc, 38 250cc de
4 tempos, 125 (caráaca) 250cc 2 tempos, 78 400cc (até
450cc) 4 tempos e 23 500 de 4 tempos. A classificação
não mudou entre as equipes, e na individual, Merriman abre
repeitáveis 16 segundos de Everts, será que o Stefan
do enduro leva essa?
E quando pensávamos que iríamos também relaxar,
travamos o primeiro contato com um grupo incrível, os...
Ship Skulls da Ilha de Man! A ilha, quem saca motos estradeiras
já ouviu falar, é onde rola desde 1904 o Tourist Trophy,
mais tradicional e perigosa corrida de estrada do planeta. A galera
da ilha, totalmente alucinada, resolveu formar um grupo idem. Os
caras pegaram a idosa Honda Dream, precursora da nossa Bizz, e radicalizaram,
colocando suspensão e pneus de cross, descargas alopradas
e muita personalização. Uns 20 desses malucos deram
as caras em Fortaleza, tocando o maior horror em qualquer situação.
Eles entravam e saíam do Beah Park pelo portão principal,
de moto e tudo, emendando escadas e bebendo todas, com nativas na
garupa.
Teve
um que partiu pra dentro do mar à pleno, com moto e tudo.
Para complicar ainda mais, eles se chamam pelo mesmo nome, usam
roupas idênticas, especialmente um tal casaco de pele de carneiro
que não tinha nada a ver com o calor, mas era realmente engraçado.
Meu camarada Kdeira, da ESPN Brasil, disse que quando a polícia
pedia documento das motos, os Skulls entregavam um saco com todos
os documentos e os guardas acabavam desistindo. Fiquei de formar
um grupo crazy equivalente aqui no Brasil, quem se habilita? Aliás,
já tem um, o Flávio, crazy cineasta mineiro que já
lançou pneus de 80cc na Bizz dele lá em BH...
4º
dia – Stefan Everts na ponta!!!!
O
dia começou com Merriman pondo mais 3 segundos no Everts
logo na 1a especial, a paradisíaca Prainha. Daí a
turm enfrentou um inédito atoleiro que atrapalhou todo mundo,
Evedrts e Merriman inclusos, pode? Na sequência, Cross Teste
2 em Pindoretama e tome porrada na árvore de novo. De lá
a turma foi para um lugar mágico do qual eu nunca tinha ouvido
falar, Morro Branco. Rapeize, Morro Branco é o máximo,
com uma praia lindíssima, gente bonita, hippies e tudo mais.
As motos passavam à beira mar e no maior couro, o que rendeu
imagens espetaculares e vários lances engraçados.
Num deles, estava eu num lugar especial para fotografar quando chegou
um gringo daqueles cheios de lentes, etc. O cara olhou pra minha
xeretinha e fez um gesto pra que eu fosse embora, pode? Olhei na
cara dele, mostrei minha pulseira da imprensa e disse: International
Press!O peça não se abalou e mostrou de volta a mesma
pulserinha. Aí segurei na minha pulseira-corrente e falei,
na maior moral: Other Planet Press!!!! O cara fez cara de que é
melhor não discutir com maluco e foi embora, me deixando
rindo sozinho em pleno Morro Branco...
Não fomos a Vaquejador ver o Cross Teste 4, mas conferimos
os pilotos voando baixo no fim de tarde da Prainha. Pois não
é que lá o Everts tacou 24 segundos no Merriman, que
foi apenas 4o, atrás do radical francês Arnaud Demeester,
especialista em areia e tricampeão do Le Touquet, o mais
alucinado enduro do mundo. No acumulado, Stefan Everts e sua WR
450cc assumem a ponta, com 7 segundos de vantagem para Stefan Merriman.
Salminen segue em 3o a 1m03s e Demeester é o 4o, a 2m05s.
Apesar de toda a rapidez do Everts, a Bélgica perdeu a 3a
posição para a França, com Finlândia
e Itália praticamente garantindo suas posições
na classe Troféu.
Na Júnior, França, Finlândia e Itália
novamente, com o Brasil em 11o, à frente do Chile, República
Checa, Venezuela e México. 299 pilotos continuam na briga
do ISDE 2003, das 53 125cc que largaram no 1o dia, 46 estão
no páreo. Incrível!!!!
5º
dia – Everts abre e Demeester está fora
Estamos
na reta final do ISDE e a ordem é segurar a onda, completar
é a meta para todos. O percurso é um repeteco do dia
anterior e o tempo começa quente na Prainha, com Merriman,
Everts e Demeester puxando os melhores tempos. Mas a Yamaha WR 250cc
2 tempos do francês, depois de fazer o 2o tempo em Pindoretama,
abre o bico a poucos metros do Cross Teste final. Problemas insólitos
para Balbi Júnior, que colocou água no tanque de combustível
da sua CR 450cc e quase fica a pé por conta disso. Já
a WR 450cc de Everts reina absoluta com seu barulhão garantindo
16 segundos de vantagem sobre a KTM 250cc de Merriman no entardecer.
Everts não tem problemas para fazer a manutenção
e só uma super atuação do australiano Merriman
no Supermotard do 6o dia pode tomar a vitória do estreante
belga. Esse dia foi superlegal pra mim, peguei uma carona no helicóptero
do evento, pilotado por uma mulher, com outra de co-piloto, lamentei
não ter levado meu capacete... Se o Ceará já
é bonito do chão, do céu então é
sensacional, me deu vontade de pular várias vezes. Sobrevoamos
a Prainha e fomos a Morro Branco, tirei centas fotos com minha inseparável
xeretinha. Coroando um dia perfeito, ciceroneado pelo Eduardo Alcântara,
secretário do meio embiente, encarei uma refeição
inesquecível no restaurante do João Branco, que é
rigorosamente imperdível pra quem vai à Fortaleza,
como escreveu em seu livro o saudoso Marcelo Frommer, dos Titãs.
|
|
Nakagym
e Cássius se expressando plenamente
no Trio Elétrico dos Seis Dias 2003.
|
Fim
de tarde e entrevista coletiva de Mr. Everts, com toda a imprensa
internacional presente. Entre outras declrações bacanas,
o belga disse que ficou maravilhado ao acelerar tudo na praia e
ver passar crianças, galinhas e burros, coisa inimaginável
na Europa do 3º milênio. Ele disse que sentiu uma sensação
de liberdade impressionante. À noite, empolgados com a liberdade
do Everts e as arruaças dos Sheep Skulls, Kdeira e eu pedimos
a Bros do Café emprestada para tacar um horror na city. Depois
de muita conversa, Mr. Coffe emprestou a moto, mas não o
capacete. Mesmo assim, foi hilário, mas o melhor foi no dia
seguinte, quando falamos pra ele que a moto era ótima de
areia e encarava as ondas na moral. O cara ficou branco, achei que
ele ia ter um troço...
6º
dia – Supermotard sem precedentes, com narração
do Véio!
Na
noite anterior, meu camarada Dionísio Malheiro e seu comparsa
Ricardo Ribeiro me convidaram para fazer a narração
do Supermotard no Motódromo do Eusébio. Topei na hora,
claro! E no sabadão de manhã chegamos ao evento, com
o André Pinto roletando sinais, andando de marcha ré
e me deixando de cabelos mais brancos ainda (viado!). Chamei meu
camarada das Geraes Cássius Nunes, assistência rápida
da equipe brasileira para comentar, pois o cara sabe tudo de ISDE.
E logo recrutei também o totalmente crazy piloto paulista
Paulinho Nakagym, que levou brindes, cd’s top e ajudou demais
a animar a festa.
|
|
Ivano
e suas gatinhas nos comandos do Troller, a Ferrari do Ceará...
|
Eu
pirei desde a hora em que subi no caminhão, me senti o "Danielo
Mercury" no carnaval da Bahia. Todo mundo que passava era convocado
para falar sobre o evento. Lá estiveram pilotos brasileiros,
o clã Smith, Everts, checos, chilenos, italianos, mexicanos,
até argentinos. Foi muito, muito legal, especialmente as
apostas na bateria Everts contra Salminen. Deu Everts e faturei
2 jantares, legal, né? Bolm, não lembro direito o
resultado das 10 baterias, divididas por classe, mas o Merriman
largou mal, foi pro chão e perdeu de vez a chance de vencer
na categoria individual. Rodney Smith venceu a bateria 2, foi muito
legal ver o Brazuca levando a bandeirada com a galera apoiando.
Os chilenos Gouet e Smith fizeram uma espetacular dobradinha sul
americana na 5a bateria. E o que falar dos brasileiros: teve uma
bateria em que o Diego Luckemeyer horrorizou e foi 2o , Joanita
largou mal e veio jantando todo mundo, Bê esteve bem, Luis
Felipe e Klering também, mas a maldade do dia foi o Balbi
Júnior, que liderou o tempo todo e trombou num retardatário
na volta final, terminando em 2o atrás do checo Roman Michalick.
Na 10a e última bateria, vitória do cracaço
Ivan Crevantes (Espanha), seguido de Johan Boonen (Bélgica)
e Anders Ericksson(Suécia). E acabou o ISDE 2003.
|
| IvFM
e a família Branco, inventora do inigualável
arroz à milanesa recheado com queijo...
|
Acabou
nada, ainda teve loucuras na pista de supercross, Fabien Planet
mostrando sua interminável empinada asfáltica e uma
incrível peixada na casa do italiano Ivano e suas mulheres
Carmelita, Irmancita e Filhita, amigos do Nakagym que nos ofereceram
sua hospitalidade ítalo-cearense...Os embalos prosseguiram
noite adentro, com desfile de delegações (a do Brasil
arrasou, capitaneada pela estonteante Tânia Malheiros), entrega
de prêmios para Finlândia, Itália e França
na Troféu, França, Finlândia e Espanha na Júnior
e na individual, Stefan Everts a 42 segundos do baixinho Merriman
e 1m33s de Juha Salminen.
Mas ainda tinha a festa oficial, com direito a um DJ da pesada,
Mr. Stefan Everts, que no fim de noite saiu de camisa do Brasil,
deixando comigo a dele do time belga. Me dei bem!
Bom, em resumo(!) é isso, quem viu, viu, quem não
viu, paciência, agora só ano que vem, na longínqua
Polônia. Mas a imprensa, pilotos e organizadores consideraram
a edição cearense uma das melhores dos 78 anos de
ISDE. Essa foi, sem sombra de dúvida, a melhor corrida que
já vi na minha vida. Até o próximo evento,
rapaziada!!!!
Texto e fotos: FM
Tratamento gráfico: Murilo Cortes