
Brasileiro
de Motocross 2003 - 7ª etapa
Rumo
ao Racing Park Brasil!
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O
trecho incial do RPB: step jump, mesa, outra mesa, mais
uma, subidão, curvaço à esquerda e morro
abaixo,
as marchas vão subindo, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª...
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Depois
de uma sexta tenebrosa e um sábado chuvoso, preparei equipamento
pesado para encarar a estrada na manhã de domingo, o circo
do brasileiro de motocross enfim chegava perto da gente, fazendo
uma escala na especial cidade mineira de Juiz de Fora, a cerca de
2 horas do Rio de Janeiro. Minha vontade era ter ido de véspera,
mas infelizmente a data era a mesma do GP da República Checa
de Motovelocidade, e estou comentando o mundial ao vivo desde 1997,
ou seja, tinha que estar presente.
Torcendo para que não chovesse em Brno, o que significaria
atraso na transmissão, acordei às 3 da madruga e fui
pra lá. A corrida foi excelente, boas brigas na 125, 250
e MotoGP, onde o Rossi deu o troco no Gibernau numa última
volta de arrepiar. Como nada é perfeito, Alexandre Barros
chegou em 7º e não pôde estourar o champanhe no
pódio, coisa que o brasileiro fez apenas uma vez este ano,
com o 3º lugar no GP da França. É muito pouco
pra quem pensava chegar ao título em 2003, espero que o Alex
se descontraia de agora em diante e atue como franco atirador e
termine a temporada da mesma forma que no ano passado, com vitórias
e alto astral.
Bom, duas horas de estrada morro acima, chego a Juiz de Fora, junto
com meu amigo fotógrafo Glauco Noguchi. A pista, como já
esperávamos, é sensacional, subidas e descidas naturais,
muitos saltos e 100 % de visibilidade para o público, uma
raridade nos dias de hoje.
Uma pena, perdemos o pega da categoria Open, onde o Cássio
Garcia já havia assegurado o bicampeonato nacional na etapa
anterior, em Cianorte, Paraná. Na confusão, acabei
não encontrando meu camarada Guto Lima, idealizador do R.
P. Brasil e multicampeão estadual. Sei que a vitória
na Open ficou com... o catarinense Cássio Garcia, naturalmente,
depois de boa e tradicional briga com Ricardo Raspa, de São
Paulo. Guto Lima e Mariana Balbi foram destaques da corrida, que
marcou a inauguração oficial da pista, que foi projetada
pelo craque da CBM Fernando Dal Mas.
Na seqüência, minimotos 60cc, com mais um catarinense
de olho no título, Anderson Cidade. O pega da garotada foi
impressionante, chefiado por Anderson, Thales Villardi e Lucas Cattoni.
A maioria dos pilotos emendava a enorme mesa da chegada, manobra
arriscada que muita gente grande evitava... No final deu Cidade
na cabeça, uma festa catarinense em solo mineiro. Anderson
é filho do Onílio “Kiko” Cidade, presidente
da federação estadual e grande incentivador do motociclismo.
Anderson se despede da categoria este ano e em 2004 sobe para as
80cc. Boa sorte, campeão!
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Curva
1 para as 80cc. No destaque, César Popinhak (16),
Jean Ramos (14), Douglas Ricardo (100) e Carlo Valença
(21).
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A seguir, minimotos 80cc e um show de Marcelo Ratinho Lima, que depois
de um duelo incrível com Cristopher “Pipo” Castro,
faturou a corrida e adiou a decisão para a última etapa
da temporada, em Jundiaí, São Paulo. Logo na largada
uma capotagem coletiva deixou os pais e patrocinadores preocupados,
mas felizmente ninguém se machucou.
A próxima categoria a alinhar no partidor foi a 125cc, onde
o líder Milton “Chumbinho” Becker precisava de
um pódio para garantir o título. Impecável um
seu equipamento branco, Chumbinho parecia tranqüilo e pronto
para encarar a jovem guarda, são muitos os estreantes vindos
da 80cc, entre eles Rafael Zenni, Renan Bunij e Leandro Silva. Partidor
no chão e Leandro Silva, o popular “Careca” dispara
na ponta com uma KTM, seguido de perto pela CR branca do Chumbinho
e pela Suzuki do João Toledo Filho. Mas o veterano leva um
tombo no miolo (alguém, caiu na frente dele e o levou junto...)
e passa em 40º, o Chumbo vai ter que fazer uma prova de recuperação.
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Balbi
Jr. acertou o passo em 2003 e garantiu o título brasileiro
nas 250cc. Vejam o vôo da CR450F na mesa da chegada...
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Enquanto o Joãozinho lidera no estilo e o Careca briga com
Renan, Chumbo ignora adversários e vem ganhando posições
num ritmo incrível, logo ele está entre os 10 primeiros.
A garotada começa a cansar e o veterano vai ultrapassando um
a um, faltando 2 voltas ele é o vice líder, encostando
em Renan Bunij, que tomou a liderança no meio da prova e ali
permaneceu, mostrando, além da técnica, um bom preparo
físico. Chumbo quer a ponta mas não há mais tempo,
vitória para o jovem Bunij, a primeira dele nas 125cc, e (mais
um) título brasileiro para Milton “Chumbinho” Becker.
Eu estava bem cansado e não acompanhei a cronometragem, mas
posso destacar a atuação do Joãozinho, Careca,
Rafael Fonseca, Pedro Lopes, Max Balbi, Rafael Zenni, Jonathan Batista,
Fernando Endo, Roger Hoffman, os cariocas Raul Guilherme, Tchuca Eugênio
e Mário Firjan. O mineiro Eudes Otaviano voltou a competir,
mas um tanto acima do peso para a 125cc, o estilo do Eudes é
mais 250cc. Elton Becker foi outro que fez seu retorno, mas depois
de um bom começo a moto não agüentou, penso que
o irmão do Chumbo é mais um que se afina melhor com
a potência uniforme das duque-galo. Procurei mas não
achei a revelação niteroiense Gilberto Ranhol, acho
que ele teve problemas mecânicos.
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As
250cc disparam rumo à curva 1, com Balbi puxando o
pelotâo...
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Entrevistas, troféus e logo chega o momento da largada da categoria
250cc. O partidor ficou meio vazio como de costume, uma pena, as 250cc
derrubam mais, é verdade, mas são fáceis de manter
e o valor de revenda é bem maior do que as 125cc. Ausência
sentida de Paulo Stédile, mas presenças marcantes de
Ismael Maia e Roosevelt Assunção, ex-campeões
das 125cc fazendo o primeiro ano na duque. Partidor no chão
e Jorge Balbi na ponta, com uma CR450F, seguido de Rafael Ramos, Roosevelt
Assunção e Massoud Nassar, o atual campeão brasileiro.
Balbi e Roosevelt abrem dos demais e não demora muito o Roosevelt
passa na frente, acelerando fundo sua CR 250 2 tempos. Balbi combóia
por algum tempo até que o Roosevelt começa a perder
ritmo, aí o Balbi passa e some na liderança, uma prova
de estratégia depois da perda do título por falta dela
no ano passado. Atrás deles, Marronzinho Paulino, vencedor
em Cianorte, troca tinta com Douglas Parise, Massoud anda isolado
em ritmo tranqüilo, o mesmo acontecendo com Rafa Ramos.
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Rodrigo
Siqueira emenda o duplo pós-chegada com
sua RM 250. Reparem no jacaré na viseira do capacete...
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Um pouco mais atrás, Marcos Cordeiro encara Rodrigo Siqueira,
Iwan Mitzuki emenda tudo com sua Suzuki. Vale dizer que mesmo com
poucas motos na pista as disputas foram muito interessantes. Cordeiro,
por exemplo, era o que melhor fazia o pequeno duplo em curva depois
da mesa de chegada, num tremendo estilo europeu. Aliás, achei
que a pista pode ficar mais agressiva com uma série de costelas
e mais mesas no estilo da de chegada, são detalhes que de forma
alguma alteram o sucesso completo do Racing Park Brasil. Juiz de Fora
é uma cidade progressista, repleta de atrações
e gatinhas mil.
Parabéns ao Brou, ao Guto Lima, ao Lincoln e equipe CBM e a
todos que lá compareceram, foi uma festa incrível, uma
celebração da força do nosso motociclismo. Falando
em festa, por incrível que pareça, no mesmo fim de semana
da corrida, rolou em J. F. um encontro nacional de gays e lésbicas,com
direito à eleição de Miss Brasil e tudo ( a eleita
é de São Paulo...), a cidade ficou tomada de peças
raras de todas as tendências, o que explica muitas presenças
ilustres (inclusive do motociclismo...) que forma pra lá mas
não estiveram na pista...
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No
fim de semana em J. F., disputas na pista e na passarela.
O novo campeão brasileiro, ou melhor, o (a) Miss Brasil
gay 2003 vem da terra da garoa, confiram na faixa...
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| No
final do domingo, a cidade foi tomada de assalto por pilotos
e pederastas, que sairam em passeata. O bandeirão gay
tem todas as cores, azul-YZ, vermelho-CR,
amarelo-RM, verde-KX e até laranja-KTM!.
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Aguardem
para o final de semana uma incrível galeria de fotos exclusivas!
Aquele abraço,
FM
Texto e fotos: Fausto Macieira


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